Manuel's profileJESUS É O CAMINHO A VERD...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    9/30/2007

    Peso da FÉ

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    Uma pobre senhora, com visível ar de tristeza estampado no rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos. 
    Ela explicou que o seu marido estava muito doente e não podia trabalhar e que tinha sete filhos para alimentar. 
    O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu estabelecimento. 
    Pensando na necessidade da sua família ela implorou: 
    "Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver..." 
    Ele respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua loja. 
    Em pé no balcão ao lado, um freguês que assistia a conversa entre os dois se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família por sua conta. 
    Então o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher: 
    "Você tem uma lista de mantimentos?" 
    "Sim", respondeu ela. 
    "Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos". 
    A pobre mulher hesitou por uns instantes e com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança. 
    Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu embaixo. 
    Completamente pasmado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês e comentou contrariado: 
    "Eu não posso acreditar!" 
    O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança.
    Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada. 
    O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido...
    Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado pois não era uma lista compras e sim uma oração que dizia: 
    "Meu Deus, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em Suas mãos..." 
    O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio, que agradeceu e deixou o armazém.
    O freguês pagou a conta e disse: 
    "Valeu cada centavo..." 
    Só mais tarde o comerciante pode reparar que a balança havia quebrado, entretanto só Deus sabe o quanto pesa uma oração.


    9/29/2007

    Quantas Vezes

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    Quantas vezes nós pensamos em desistir, deixar de lado, o ideal e os sonhos;

    Quantas vezes batemos em retirada, com o coração amargurado pela injustiça;

    Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade, sem ter com quem dividir;

    Quantas vezes sentimos solidão, mesmo cercado de pessoas;

    Quantas vezes falamos, sem sermos notados;

    Quantas vezes lutamos por uma causa perdida;

    Quantas vezes voltamos para casa com a sensação de derrota;

    Quanta vezes aquela lágrima, teima em cair, justamente na hora em que precisamos parecer fortes;

    Quantas vezes pedimos a Deus um pouco de força, um pouco de luz;

    E a resposta vem, seja lá como for, um sorriso, um olhar cúmplice, um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor;

    E a gente insiste;

    Insiste em prosseguir, em acreditar, em transformar, em dividir, em estar, em ser;

    E Deus insiste em nos abençoar, em nos mostrar o caminho;

    Aquele mais difícil, mais complicado, mais bonito;

    E a gente insiste em seguir, por que tem uma missão...

    9/28/2007

    ORAÇÂO SECULO XXI

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    Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa comunicação.
    Onde tantos enviam bombas e destruição,
    Que eu leve a palavra de união!
    Onde tantos procuram ser servidos,
    Que eu leve a alegria de servir!
    Onde tantos fecham a mão para bater,
    Que eu abra meu coração para acolher!
    Onde tantos adoram a máquina,
    Que eu saiba venerar o Homem!
    Onde tantos endeusam a técnica,
    Que eu saiba humanizar a pessoa!
    Onde a vida perdeu o sentido,
    Que eu leve o sentido de viver!
    Onde tantos me pedem um peixe,
    Que eu saiba ensinar a pescar!
    Onde tantos me pedem um pão,
    Que eu saiba ensinar a plantar!
    Onde tantos estão sempre distantes,
    Que eu seja alguém sempre presente!
    Onde tantos sofrem de solidão que faz morrer,
    Que eu seja o amigo que faz viver!
    Onde tantos morrem na matéria que passa,
    Que eu viva no espírito que fica!
    Onde tantos olham para a terra,
    Que eu saiba olhar para o céu!
    Amém.

    9/27/2007

    A Linguagem de Deus

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    Eram aproximadamente 10 horas quando um jovem começou a dirigir-se para casa.
    Sentado no seu carro, ele começou a pedir:
    - Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo.
    Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedecê-lo.

    Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho:
    "Pare e compre um galão de leite"
    Ele balançou a cabeça e falou alto:
    - Deus? É o Senhor?
    Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa.
    Porém, novamente, surgiu o pensamento:
    "Compre um galão de leite".

    O jovem pensou em Samuel e como ele não reconheceu a voz de Deus, e como Samuel correu para Ele.
    - Muito bem, Deus! No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite.
    Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil...
    Ele poderia também usar o leite. O jovem então parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa.

    Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido:
    "Vire naquela rua".
    Isso é loucura... - pensou - e, passou direto pelo retorno.
    Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua.
    No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua.
    Meio brincalhão, ele falou alto:
    - Muito bem, Deus. Eu farei.
    Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar.
    Ele brecou e olhou em volta. Era uma área mista de comércio e residência.
    Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança.
    Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estavam escuras, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro lado que estava acesa.

    Novamente, ele sentiu algo:
    "Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua".
    O jovem olhou a casa.
    Ele começou a abrir a porta, mas voltou a sentar-se.
    - Senhor, isso é loucura. Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?
    Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite.
    Finalmente, ele abriu a porta...
    - Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite aquelas pessoas. Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem.
    - Eu quero ser obediente. Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem imediatamente, eu vou embora daqui.

    Ele atravessou a rua e tocou a campainha.
    Ele pôde ouvir uma barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança.
    A voz de um homem soou alto:
    - Quem está aí? O que você quer?
    A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir. Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta.
    Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.
    -O que é?.
    O jovem entregou-lhe o galão de leite.
    - Comprei isto para vocês".
    O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto.
    Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a Cozinha. O homem a seguia segurando nos braços uma criança que chorava.
    Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando:
    - Nós oramos. Tínhamos muitas contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado.
    - Não tínhamos mais leite para o nosso bebê.
    - Apenas orei pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite.
    Sua esposa gritou lá da cozinha:
    - Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco...
    - Você é um anjo?

    O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela colocou-o na mão do homem. Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face. Ele experimentou que Deus ainda responde os pedidos.

     
    9/26/2007

    Email de Deus

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    Oi, Como você acordou esta manhã?
    Eu vi você e esperei pensando que falaria comigo, mesmo que fossem apenas umas poucas palavras, querendo saber minha opinião sobre alguma coisa ou mesmo Me agradecendo por algo bom que aconteceu em sua vida ontem.
    Mas notei que estava muito ocupado tentando encontrar uma roupa que ficasse boa em você para ir para o trabalho.
    Então, esperei outra vez. Quando correu pela casa de um lado para outro já pronto, Eu sabia, estava lá.
    Seriam certamente poucos minutos para parar e dizer alô, mas você estava realmente muito ocupado.
    Mas por um momento, você pensou que tinha que esperar 15 minutos e gastou este tempo apenas sentado em uma cadeira fazendo nada, estava apenas sentado.
    Então, o vi se mexer rapidamente olhando para os seus pés que se movimentavam, e pensei que queria falar Comigo, mas você correu para o telefone e ligou para um amigo para contar as últimas fofocas.
    Vi você quando foi para o trabalho, e esperei pacientemente o dia inteiro.
    Com todas as sua atividades achei que você estaria realmente muito ocupado para dizer-Me alguma coisa.
    Notei que antes do almoço você olhou ao seu redor, talvez se sentiu sem jeito ou com vergonha de falar Comigo, isto é porque não inclinou sua cabeça.
    Observou três ou quatro mesas e notou alguns de seus amigos falando Comigo, irreverentemente, antes de começarem a comer, mas você não falou Comigo.
    Tudo bem! Ainda existe mais tempo que sobrará hoje, e tenho esperança que você irá falar Comigo ainda.
    Mas você foi para casa e parecia que tinha muitas e muitas coisas pra fazer ainda hoje. Depois de ter terminado algumas delas, você ligou a televisão. não sei se gosta ou não de ver televisão, mas apenas por estar lá assistindo, você gastou muito do seu tempo, quase todo o seu tempo em frente da TV, não pensando em nada mais, apenas curtindo o programa.
    Esperei pacientemente outra vez enquanto você estava assistindo TV e comendo a sua comida, mas mais uma vez não falou Comigo!
    Hora de ir para cama, hora de dormir... Acho que você deve estar muito cansado... Depois disse boa noite para a sua família, pulou na sua cama,caiu no sono e dormiu rapidamente. Tudo bem, ok, porque talvez não saiba que Eu sempre estou lá com você, sempre do seu lado, disponível para você. Tenho muita paciência muito mais do que você pode imaginar.
    Eu mesmo quero ensinar pra você como ser paciente com as outras pessoas e como ser bom.
    Amo tanto você que espero todos os dias por um sinal seu, um simples inclinar de cabeça, uma oração, um pensamento ou um agradecimento por parte de seu coração. Sabe, é muito difícil em uma conversa só existir um lado, só um conversar.
    Bem, você vai se levantar outra vez para um novo DIA, e mais uma vez, e mais outra vez, e outra vez, e serão muitas vezes ainda que estarei lá, talvez esperando por nada, mas com muito amor para você, esperando que hoje você possa Me dar alguma atenção, um pouco de seu tempo.
    Tenha um bom dia! E lembre-se sempre... mesmo que você não perceba... ESTOU AQUI... E AMO VOCÊ!!! Seu sempre PAI E AMIGO, DEUS.

    PS: Será que você tem tempo suficiente para enviar esta mensagem pra alguma pessoa?
    "Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos." 
    9/25/2007

    Malaquias 3:3

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    Havia um grupo de mulheres num estudo bíblico do livro de Malaquias. Quando elas estavam estudando o capítulo três, elas se depararam com o versículo 3 que diz: "Ele assentar-se-á como fundidor e purificador da prata...". Este verso intrigou as mulheres e elas se perguntaram o que esta afirmação significava quanto ao caráter e natureza de Deus.

    Uma das mulheres se ofereceu para tentar descobrir como se realizava o processo de refinamento da prata e voltar para contar ao grupo na próxima reunião do estudo bíblico. Naquela semana esta mulher ligou para um ourives e marcou um horário com ele para assistí-lo em seu trabalho.

    Ela não mencionou a razão de seu interesse na prata nada além do que sua curiosidade sobre o processo de refinamento da prata. Enquanto ela o observava, ele mantinha um pedaço de prata no fogo e deixava-o aquecer. Ele explicou que no refinamento da prata devia-se manter a prata no meio do fogo onde as chamas eram mais quentes de forma a queimar todas as impurezas. A mulher pensou em Deus mantendo-nos em um lugar tão quente; depois, ela pensou sobre o verso novamente... "ele se assenta como um fundidor e purificador da prata".
    Ela perguntou ao ourives se era verdade que ele tinha que sentar-se em frente ao fogo o tempo todo que a prata estivesse sendo refinada. O homem disse que sim, ele não apenas tinha que sentar-se lá segurando a prata, mas também tinha que manter seus olhos na prata o tempo inteiro. Se a prata fosse deixada, apenas por um momento em demasia nas chamas, ela seria destruída.

    A mulher silenciou por um instante. Depois, ela perguntou: "Como você sabe quando a prata está completamente refinada?". E o homem respondeu: "Oh, é fácil! - o processo está pronto quando vejo minha imagem refletida nela".

     
    9/24/2007

    Vem Andar Comigo

     

    9/23/2007

    Reclamações

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    Antigamente tudo era melhor...
    O mundo, hoje, vai mal...
    O governo só faz política...
    A prefeitura é inoperante...
    A própria Igreja estacionou...
    O carro não pega...
    A minha promoção não sai...
    O sinal ainda tá fechado...
    Meu time perdeu...
    Que calor insuportável...
    Minha mulher só reclama...
    Os amigos sumiram...
    Essas crianças não param de chorar...
    A cidade tá uma sujeira...
    Meu chefe não me compreende...
    O táxi não aparece...
    E essa fila que não anda...
    Ninguém reconhece meu trabalho...
    Os preços não param de subir...
    Meu telefone vive enguiçado...

    Que vida, hein!
    Mais alguma reclamação?

    E se eu tivesse nascido em berço de ouro?
    E se meus pais fossem mais inteligentes?
    E se eu ganhasse uma enrome quantia?
    E se não existisse tanta gente atrapalhando a minha vida?
    E se eu conseguisse um diploma sem precisar estudar?
    Por que a gente tem tanta luta e tribulação, tanta dor e sofrimento, transformando a vida num "vale de lágrimas"?

    Difícil, não é mesmo?
    Mas agora preste muita atenção nesta situação.

    JESUS nasceu num estábulo... EMPRESTADO!
    JESUS montou num burrico... EMPRESTADO!
    JESUS utilizou um local para evangelizar... EMPRESTADO!
    JESUS promoveu um milagre num barco... EMPRESTADO!
    JESUS foi sepultado em um túmulo... EMPRESTADO!
    Só a cruz era d'ELE!
    E ELE nunca amaldiçoou a Sua condição de nada ter, nunca murmurou e jamais blasfemou!

    Você tem mais alguma reclamação? 
    9/22/2007

    Sua Dor Vai Passar

      
    9/21/2007

    Foi Por Ti

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    Você sabia que és a obra prima da criação?
    Você não é apenas mais uma pessoa entre 6,5 bilhões no mundo todo, você é especial, suas particularidades te fazem um ser único, DEUS sonhou com você assim!
    Então você pode se perguntar: "Mas se sou tão especial assim para DEUS, porque sofro?
    Desde o princípio DEUS quis que a humanidade vivesse em paz e harmonia com seu Criador, portanto, por toda a vida a humanidade deveria ser feliz. Mas desde o princípio o ser humano tem se afastado de DEUS por conta de suas vontades e ambições, e só tem conquistado tropeços após tropeços na busca da felicidade. Nada pode completar o espaço que há no seu coração a não ser aquele a quem DEUS enviou para proclamar seu grande amor, a saber, seu filho JESUS CRISTO.

    O desejo de, DEUS, dos anjos no céu, e meu desejo é que você tome a decisão de aceitar a JESUS como seu único e suficiente salvador, mas nem por isso gostaria que você fizesse isso só por emoção ou por interesse; deve ser por amor.

    Aceitar a JESUS implica em morte! Isso mesmo, morte do velho homem pela redenção de uma nova criatura, não mais o que foi, agora um novo caminho, um novo alvo, muito além do que podemos pensar ou imaginar.

    Aceitar a JESUS implica em negar todo o seu comportamento pecaminoso e viver pela fé em JESUS CRISTO na graça de DEUS Pai.

    Mas, o que te impede de mudar agora? O que te impede de aceitar a JESUS agora em sua vida?
    Será que o que JESUS fez por você não está de bom tamanho? Precisa de motivos maiores?

    Diga-me antes a razão da sua vida, qual o sentido de viver? Se não puder responder isso, não poderá questionar o porque de aceitar a JESUS.

    9/20/2007

    O que Jesus representa em cada livro da Bíblia.

    Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. (Fil. 2: 9,10,11)

    Cristo é o tema central da Bíblia.


    1. Em Gênesis Jesus é: A Semente da mulher. (3:15)
    2. Em Êxodo Jesus é: O Cordeiro pascoal. (12:5,6)
    3. Em Levítico Jesus é: O Sacrifício expiatório. (1:3a6)
    4. Em Números Jesus é: A Rocha ferida. (20:11)
    5. Em Deuteronômio Jesus é: O Grande Profeta de Deus. (18:15)
    6. Em Josué Jesus é: O Príncipe do exército do Senhor. (5:14,15)
    7. Em Juizes Jesus é: O Nosso Libertador. (2:16)
    8. Em Rute Jesus é: O Nosso Parente. (2:1;3:2)
    9. Em I Samuel Jesus é: A nossa vitória. (17:47)
    10. Em II Samuel Jesus é: O descendente de Davi. (7:11,12,13)
    11. Em I Reis Jesus é: O doador da Sabedoria. (3:12;4:29)
    12. Em II Reis Jesus é: O Reis dos Reis. (11:9,21)
    13. Em I Crônicas Jesus é: O Rei de Deus. (29:23,32)
    14. Em II Crônicas Jesus é: O que faz aliança. (7:14)
    15. Em Esdras Jesus é: O nosso auxilio, Senhor dos céus e da terra. (1:2)
    16. Em Neemias Jesus é: O nosso ajudador (1:11)
    17. Em Éster Jesus é: O nosso Mardoqueu, sofredor. (3:5,6)
    18. Em Jó Jesus é: O nosso Redentor vivo. (19:25)
    19. Em Salmos Jesus é: O guarda de Israel. (121:4)
    20. Em Provérbios Jesus é: A sabedoria de Deus. (8:12,22,35)
    21. Em Eclesiastes Jesus é: O alvo verdadeiro. (12:1)
    22. Em Cantares Jesus é: O amado. (2:16)
    23. Em Isaías Jesus é: O profeta sofredor. (53:2,3,4)
    24. Em Jeremias Jesus é: A nossa justiça. (33:16)
    25. Em Lamentações Jesus é: O varão de Deus. (1:2 ; 3:1)
    26. Em Ezequiel Jesus é: O pregador mal recebido. (1:1a3,27)
    27. Em Daniel Jesus é: O Rei Eterno. (2:24 ; 7:14)
    28. Em Oséias Jesus é: O que liga as feridas. (14:4)
    29. Em Joel Jesus é: O que habita em Sião. (3:17)
    30. Em Amós Jesus é: O teu Deus ò Israel. (4:12)
    31. Em Obadias Jesus é: O Senhor no seu Reino. (1:21)
    32. Em Jonas Jesus é: O profeta ressuscitado. (1:17 ; 2:6)
    33. Em Miquéias Jesus é: O nascido em Belém. (5:2)
    34. Em Naum Jesus é: O que leva as boas novas. (1:15)
    35. Em Habacuque Jesus é: O Senhor no Seu Santo Templo. (2:20)
    36. Em Sofonias Jesus é: O Senhor que está no meio de ti. (3:17)
    37. Em Ageu Jesus é: O Desejado de todas as Nações. (2:7)
    38. Em Zacarias Jesus é: O Preço do Cordeiro. (11:12)
    39. Em Malaquias Jesus é: O Sol da Justiça. (4:2)
    40. Em Mateus Jesus é: O Rei Messias. (2:2)
    41. Em Marcos Jesus é: O Servo de Deus. (1:11)
    42. Em Lucas Jesus é: O Filho do homem. (19:10)
    43. Em João Jesus é: O Filho de Deus. (19:7)
    44. Em Atos Jesus é: O doador do Espírito Santo. (1:8)
    45. Em Romanos Jesus é: Aquele que nos torna justo aos olhos da lei. (8:1a4)
    46. Em I Corintios Jesus é: As primícias dos que dormem. (15:20)
    47. Em II Corintios Jesus é: A graça de Deus. (12:9)
    48. Em Gálatas Jesus é: O verdadeiro evangelho. (1:11,12)
    49. Em Efésios Jesus é: Toda Armadura de Deus. (6:10,11)
    50. Em Felipenses Jesus é: O que supre as necessidades. (4:13)
    51. Em Colossences Jesus é: O cabeça da Igreja. (1:18 ; 2:19)
    52. Em I Tessalonicenses Jesus é: O vingador de todas as coisas. (4:6)
    53. Em II Tessalonicenses Jesus é: O fiel protetor. (3:3)
    54. Em I Timóteo Jesus é: O único mediador Entre Deus e os homens. (2:5)
    55. Em II Timóteo Jesus é: O Senhor e Justo Juiz. (4:8)
    56. Em Tito Jesus é: A graça Salvadora de Todos os homens. (2:11)
    57. Em Filemon Jesus é: O Senhor que intercede por nós. (1:10)
    58. Em Hebreus Jesus é: O Autor e consumador da fé. (12:2)
    59. Em Tiago Jesus é: O dom perfeito vindo de Deus. (1:17)
    60. Em I Pedro Jesus é: A pedra principal. (2:7)
    61. Em II Pedro Jesus é: O Senhor e Salvador que nos concede a entrada no seu reino. (1:11)
    62. Em I João Jesus é: Aquele que se manifestou para desfazer as obras do diabo. (3:8)
    63. Em II João Jesus é: A fonte da verdadeira doutrina. (1:9)
    64. Em III João Jesus é: O nome que garante a vitória. (1:7)
    65. Em Judas Jesus é: O único Soberano e Senhor. (1:4)
    66. Em Apocalipse Jesus é: O Rei dos Reis E Senhor dos Senhores. (19: 
    9/19/2007

    O que significa Jesus ser o Filho de Deus?

     Pergunta: "O que significa Jesus ser o Filho de Deus?"

    Resposta:
    Jesus não é Filho de Deus no sentido como concebemos um pai e um filho. Deus não se casou e teve um filho. Jesus é Filho de Deus no sentido que Ele é Deus manifestado em forma humana (João 1:1,14). Jesus é Filho de Deus porque Ele foi concebido pelo Santo Espírito. Lucas 1:35 declara: “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.” No tempo em que foi escrita a Bíblia, a expressão “filho do homem” era usada para descrever um ser humano. O filho do homem é um homem.

    Durante Seu julgamento perante os líderes judeus, o Sumo Sacerdote ordenou a Jesus: “Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus” (Mateus 26:63). Jesus respondeu: “Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu” (Mateus 26:64). Os líderes judeus responderam acusando Jesus de blasfêmia (Mateus 26:65-66). Mais tarde, perante Pôncio Pilatos: “Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus” (João 19:7). Por que o fato de se afirmar como “Filho de Deus” seria considerado blasfêmia e digno de uma sentença de morte? Os líderes judeus entenderam exatamente o que Jesus quis dizer com a expressão “Filho de Deus”. Ser “Filho de Deus” é ser da mesma natureza de Deus. O “Filho de Deus” é “de Deus”. A afirmação em ser da mesma natureza de Deus, e de fato “ser Deus” era blasfêmia para os líderes judeus; então exigiram a morte de Jesus. Hebreus 1:3 expressa isto muito claramente: “O qual (O Filho) sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa...”

    Podemos encontrar um outro exemplo em João 17:12, onde Judas é descrito como o “filho da perdição”. João 6:71 nos diz que Judas era filho de Simão. O que João 17:12 quer dizer quando descreve Judas como o “filho da perdição”? A palavra “perdição” significa “destruição, ruína, fraqueza. Judas não era literalmente filho da “ruína, destruição e fraqueza”, mas estas eram coisas que identificaram a vida de Judas. Judas era uma manifestação da perdição. Neste mesmo aspecto, Jesus é o Filho de Deus. O Filho de Deus é Deus. Jesus é Deus manifestado (João 1:1,14).
    9/18/2007

    PENSAMENTOS

    "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar." Jesus Cristo

     

    "A verdadeira espiritualidade, a espiritualidade cristã, tira a atenção de nós mesmos e foca-a em outra pessoa: Jesus."  Eugene H. Peterson

     

     

     

    "Andar com Deus é sempre caminhar existencialmente no Paradoxo! (…) Santo Paradoxo!"  Caio Fábio

     

     

     

    "Soren Kierkegaard satiriza a nossa desatenção e inconsciência para com a nossa realidade imediata quando escreve sobre um homem que estava tão absorto e mergulhado em suas ideias, projectos e causas que, ao acordar certo dia, descobriu-se morto."
    in: Eugene Peterson, Corra com os Cavalos, Editora Ultimato e Textos, Pág.58.

     

     

     

    "O cristianismo não é primariamente um sistema ético, um sistema de ritual, um sistema social, ou um sistema eclesiástico - ele é uma pessoa, ele é Jesus Cristo, e ser um cristão é conhecer a Jesus, é segui-lo e acreditar nEle." John Stott.

     

     

     

    C. S. Lewis, escreveu em certa ocasião: “Em suma, existem somente dois tipos de pessoas: as que dizem a Deus: `Faça-se a tua vontade´; e aquelas a quem Deus lhes dirá por último: `Faça-se a tua vontade´.”

     

     

     

    "Andar sobre a água é fácil para quem é impulsivo, mas caminhar na terra seca como discípulo de Jesus Cristo é diferente." Oswald Chambers

     

     

     

    "Pregue a Palavra. Se for necessário, use palavras".  Francisco de Assis

     

     

     

    "Receber a ordem de amar a Deus, principalmente no deserto, é como receber a ordem de estar bem quando nos sentimos doentes, de cantar de alegria quando morremos de sede, de correr quando temos as pernas quebradas. De qualquer forma, porém, esse é o primeiro e o maior mandamento. Mesmo no deserto - em especial no deserto - você deve amá-lo."  Frederick Buechner

     

     

     

    "O propósito divino da redenção é glória, glória, glória." Watchman Nee

     

     

     

    "Onde a morte é declarada, a esperança encontra as suas raízes."

    Henri J. M. Nouwen, The Genesee Diary, Londres, Darton, Longman and Todd, 1955, pag. 95-96. (Epitáfio numa cruz de madeira sem adornos na Irlanda do Norte presenciado e mencionado por Henri J. M. Nouwen).

     

     

     

    "Existe no homem um vazio do tamanho de Deus." Fiodor Dostoiévski

     

     

     

    "Quem só olha para o passado, perde um olho; mas quem esquece o passado, perde os dois." Antigo provérbio Russo.

     

     

     

    "Esta é a lição mais importante e útil que podemos aprender: conhecer a nós mesmos como realmente somos, admitir abertamente nossas fraquezas e fracassos, e ter um conceito humilde de nós mesmos por causa deles. Não nos firmar em nós mesmos e sempre ter pensamentos bons e respeitosos sobre os outros é grande sabedoria e perfeição." Thomas à Kempis.

     

    C. S. Lewis observou:
    "Quanto mais deixamos que Deus assuma o controle sobre nós, mais autênticos nos tornamos - pois foi ele quem nos fez. Ele inventou todas as diferentes pessoas que eu e você tencionávamos ser (...) É quando me viro para Cristo e me rendo à sua personalidade que pela primeira vez começo a ter minha própria e real personalidade".

    (WARREN, Rick; Uma Vida Com Propósitos; Editora Vida; p. 71)

     

    Certo rabino disse: "O homem deveria carregar duas pedras no bolso: uma com a inscrição 'Não passo de pó e cinza' e outra com a frase 'Por minha causa o mundo foi criado'. E cada pedra deveria ser usada sempre que necessário

    (Philip Yancey, O Deus (In)Visível, citação, pág. 86, Editora Vida.)

     

    A fé bíblica em todos os lugares sempre adverte contra o canto da sereia que leva as pessoas a se alienarem, afastando-se de um envolvimento específico e diário com o clima e a política, com os vizinhos e animais de estimação, com as listas de compras e com as obrigações do trabalho. Nenhuma vida espiritual verdadeira pode ser removida ou abstraída deste mundo de elementos químicos e moléculas, onde actos simples como pagar contas ou levar o lixo para fora são rotina.

    (Eugene Peterson; Corra com os cavalos; pag. 206; Editora Ultimato e Textos.)

     

    O propósito de Deus não é meramente nos dar vitória pessoal ou santidade pessoal, pois Seu objectivo não pode ser tão limitado. Ele quer que nós vejamos que, de eternidade a eternidade, Ele tem Sua obra para realizar, e cada pessoa redimida tem uma parte do Seu plano. Ele trabalha em nós por meio da força do Seu poder para que possamos completar Seu eterno plano.

    (Watchman Nee, Espírito de sabedoria e revelação, Editora dos Clássicos, Pag. 32)

     

    Deus nos ama não por aquilo que somos ou que fizemos, mas por aquilo que Deus é. A graça flúi para todos aqueles que a aceitam. Jesus perdoou uma adúltera, um ladrão na cruz, um discípulo que o negou, mesmo conhecendo-o. A graça é absoluta e abrange todas as coisas. Ela se estende inclusive para as pessoas que pregaram Jesus na cruz: `Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem´ está entre as últimas palavras que Ele disse aqui na terra (Lucas 23:34).

    (Philip Yancey, Alma sobrevivente, Mundo Cristão, Pag. 152)

     
    9/17/2007

    A Vida está em Jesus

     

    JESUS É A VIDA

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    9/15/2007

    Como Operar à Maneira de DEUS

    A palavra de Deus é verdadeira e não muda. Nós é que temos que mudar.

    Muitas pessoas chegam-se a Deus pedindo cura divina mas impondo certas condições: "Deus tem que me curar depressa e ..." à maneira deles! Esquecem-se que Deus é que é Deus.

    Muitas vezes, Deus quer mexer na nossa vida mas não deixamos. Fechamos as portas de certas áreas do nosso interior e não deixamos Deus remover tudo o que está mal em nós. Muitas vezes, esta é a razão porque Deus não nos consegue curar.

    Deus quer curar a sua família, o seu casamento, o relacionamento entre você e os seus filhos, as suas finanças, etc. Jesus é nosso Amigo. Ele quer arranjar todas as áreas da nossa vida, para sermos felizes! Mas, para isso, temos que O deixar ter acesso ao nosso quarto, cozinha, armários... às chaves do nosso carro, nosso livro de cheques... tudo! Está a entender?

    Não podemos pôr condições a Deus. Não podemos restringir Deus! Ele é Deus! Nós somos as Suas ovelhas. Foi Ele quem nos criou. Temos que O deixar entrar em todas as áreas da nossa vida, para que arrume a nossa vida ( casa ), nos ajude e cure.

    O SENHORIO DE JESUS

    Jesus é o Proprietário da nossa vida

    Alguns irmãos têm perguntado: o que é isso do Senhorio de Jesus? O que é isso de ter o Senhorio de Jesus na nossa vida?

    O maior problema que Deus tem com a humanidade é que ela aceite o Senhorio de Jesus Cristo! Aliás, Deus tem esse problema com alguns cristãos, e até pastores! Senhorio de Jesus, é como a palavra diz: Jesus é o Senhor de alguém, de alguma coisa... Numa frase mais simples, ter o Senhorio de Jesus é aceitar que Jesus seja o Senhor, o Dono de tudo, e deixar que Ele ocupe esse lugar na nossa vida - mande em tudo!

    PASTORES DEVEM DEIXAR

    Que Jesus Seja o Senhor da Igreja que Pastoreiam

    Às vezes, ouvimos pastores dizer: - "O povo é meu! A igreja é minha!"

    Mas, na realidade não é! Os irmãos que se congregam na minha igreja, não são meus! São de Jesus! Eu não sou o dono da igreja!

    Por exemplo, quando alguém traz os dízimos a casa de Deus, não os traz para mim! Se eu julgasse que o dinheiro era meu, Deus não me acrescentaria mais. O dinheiro não é meu! Eu tenho que ser um mordomo das coisas que Ele põe ao meu dispôr para benefício da Sua obra.

    Vamos ver um exemplo dos nossos filhos. Quando um casal tem filhos, não pode pensar que são possessão sua. Nós não somos donos dos nossos filhos. Quando eles nascem, nascem pequeninos e a precisar dos cuidados dos adultos. Os pais são as pessoas responsáveis por eles até que sejam adultos capazes de constituírem sua própria família. É muito mau os pais manipularem ou obrigar os filhos a fazerem tudo à maneira deles.

    UM QUARTO A ARRUMAR

    - Perdoar ou não perdoar -

    Parece que não estou a falar de cura divina, não é? Mas estou!

    Certas pessoas para serem curadas precisam primeiro, tirar do coração o ressentimento pelo facto de alguém lhe ter causado danos. Uma pessoa que não perdoa a outra é como se a amarrasse num quarto fechado.Entretanto, pede a Jesus que a cure. Para isso, Ele precisa entrar no seu coração, arrumá-lo, libertar essa pessoa ali presa por não ter sido perdoada (um colega de trabalho, etc). Jesus diz: - "Deixa-me entrar nesse quarto ( nessa área da tua vida)! Deixa-me libertar essa pessoa, deixá-la sair da tua casa!" A pessoa zangada não quer perdoar e, automáticamente, não deixa Jesus entrar.

    Se você começar a pôr condições: - "Ah, ali não entra! Ah, ali é meu!" Também Deus não o forçará em nada!

    Você pode dizer: - "Ah, mas Pastor, o que é que isso tem a ver com cura divina?" Tudo! Para Jesus sarar a sua vida você tem que ser como um livro aberto: toda a sua vida deve estar à Sua disposição para que ele arrume, sare, emende, corrija e arranje o que está estragado!

    Está a ver porque é que cura divina tem a ver com o Senhorio de Jesus? Jesus, o médico, sabe como curar! Há pessoas doentes só porque têm falta de perdão. Mas, não sabem relacionar o perdão com cura; pensam que não tem nada a ver uma coisa com outra, e tem tudo a ver!

    UM QUARTO A ARRUMAR

    - Envolvimento com bruxaria -

    Há muito tempo atrás, havia uma senhora que esperava um bebé. Ela sangrava muito, tinha dores e sentia como que facadas na barriga. Quase perdeu o bébé. Mas para Jesus a curar Ele teria que entrar no coração dela (lá num quarto onde ela fazia sacrifícios a demónios, se envolvia com bruxaria, tinha bocadinhos de cabelo de uma bruxa ...) e limpar esse lixo do seu coração. Está a ver? Por este motivo muitas pessoas não são curadas?

    UM QUARTO A ARRUMAR

    - As minhas Condições -

    Jesus por vezes, precisa arrumar o quarto das condições. Certas pessoas querem ser curadas mas segundo certas condições: - "Ó Deus, cura-me, mas do seguinte modo ... e ali não mexes... e tem que ser agora! Dou-te 5 minutos, porque depois das onze, ou do meio dia, tenho que ir para casa pois estou com fome!!!"

    A cura divina tem muito a ver com o senhorio de Jesus - Deus não responde a este tipo de conversa. Está a ver que cura divina tem muito a ver com o Senhorio de Jesus! Ele é o Senhor! Ele cura todas as enfermidades, mas não como nós queremos, ou pensamos. É como Ele quer. Ele é que é o Senhor!

    Há pessoas atormentadas ao ponto de não dormirem em paz! Dia após dia, semana após semana, são atormentadas com pesadelos, com problemas; sempre a pensar a mesma coisa - sempre a verem o mesmo problema a frente deles não conseguindo ver-se livre dele. Tomam comprimidos para poder dormir!

    Há pessoas que estão tão mal na alma, psicologicamente, que chegam a ficar paralisadas. Outros, dão em malucos!

    Há pessoas que fazem tratamentos de sono, por causa de problemas na alma!

    Deus pode e quer curar isso! Nada Lhe é impossível. No entanto, Ele precisa de uma coisa: que você abra as portas todas da sua vida. Dê tudo a Jesus e diga: "Senhor, dou-Te tudo sem condições!"

    Você sabe, por exemplo, para entrarmos nos Estados Unidos, temos que nos sujeitar a certas condições. Não chegamos lá e dizemos: -"Eu quero um passaporte e depressa!" Uma das principais condições é obedecer ao governo ali instituído.

    No entanto, alguns cristãos pensam que para Deus vale tudo. Não! Também existem condições para entrar no Reino de Deus.

    TUDO O QUE VOCÊ POSSUI DEVE DAR A DEUS

    Para entrarmos no Reino de Deus e viver eternamente temos uma condição: tudo o que você tem, deve dar a Deus!

    Nós não entramos no céu se não dermos tudo a Jesus! Este é o preço. Aliás é um preço que qualquer um pode pagar: quem tem muito dá muito, quem tem pouco dá o que tem; quem não tem nada, não dá nada. O preço é igual para todos.

    Quando Jesus chamava alguém, dizia, "segue-me". A pessoa era impelida a deixar tudo: a sua fonte de rendimento; queimar as pontes para não haver nenhuma tentação, que a fizesse a voltar atrás, na decisão de seguir Jesus.

    Há pessoas que não querem fazer essa decisão. Quando querem dar um passo de fé, agarram-se àquilo que têm, e sua vida fica toda em confusão.

    Bom, Jesus quer curar sua vida: corpo, alma, o seu casamento,etc. Mas você tem que O deixar entrar nos seus pensamentos, para o corrigir! Deixar Jesus entrar na sua vida, significa você mudar de opinião, de ideias! Deixar que as suas ideias passem a ser as de Deus. Volto a dizer: quando alguém quer ser curado, não deve pôr condições porque senão é impossível Deus curá-lo: - "Eu quero ser curado mas... aqui... Deus não mexe!"

    Nós temos de aprender a viver à maneira de Deus. Se Deus mandar você mudar de opinião em relação ao seu casamento! Mude! Olhe para a sua esposa e passe a vê-la como a melhor do mundo! Faça isso!

    Veja o seu marido como o melhor do mundo, mesmo quando lhe parece o contrário! Mude a sua opinião! Assuma a opinião de Deus. Quando não, Deus não vai curar o seu casamento. Deus é que é Deus! Não ponha condições a Deus!

    Há pessoas que oram e pedem a Deus para que os filhos venham à igreja, sejam bons filhos, fiéis a Deus, etc. Mas põem condições. Quero dizer-lhe uma coisa: para o relacionamento com os seus filhos ficar curado, Jesus vai ter que entrar em áreas da sua vida que você julgava que não tinham nada a ver com os seus filhos. Vou lhe contar uma experiência que você vai perceber o que eu estou a dizer.

    Um pai e uma mãe servem a Deus e até cantam na igreja. Os seus filhos observam-nos... ouvem os pais dizer: - "Amém! Aleluia! Glória a Deus! É isso mesmo!" Quando chegam a casa, verificam que eles fazem o contrário daquilo que ouvem o Pastor pregar pela Bíblia. Ele ouve que não podemos ser murmuradores, mas chega a casa diz mal de toda a gente.

    O que é que pode acontecer a esse filho? Vai começar a revoltar-se. Começa por não dizer nada ao pai, porque até tem respeito e, às vezes, medo que o pai faça alguma coisa menos agradável. Mas, no íntimo, sente-se revoltado: - "Então o meu pai... !?! Porque é que ele faz isto?" E o filho começa a afastar-se no coração. Ele senta-se à mesa, come, dorme, parece tudo normal, mas no coração começa a perder o respeito aos pais (ou a quem estiver a agir desse modo ). Vai-se afastando, e porque se afasta o diabo aproveita e mete-o na bebida, ou nisto e naquilo... Depois, ouvem os comentários das pessoas: - "Mas como é que é possível? Vejam só o malandro daquele rapaz!?! Filho de pastor! Sempre na igreja... olha o que é que ele fez!!!"

    Porém, a todo o tempo a culpa não é do miúdo, mas do pai! Entretanto, o pai ou a mãe pede oração: - "Ó Senhor faz com que o meu filho se dê bem comigo!" E Jesus diz: - "Deixa-me arranjar essa área da tua vida ( entrar nesse quarto)!"

    - "Ó não! Não! Isso não tem nada a ver com isto!"

    Mas tem tudo a ver! Jesus continua a exortar:

    - "Emenda a tua língua! Emenda o teu procedimento! Sê honesto para comigo quando não há ninguém para ver o teu comportamento!"

    - "Ó isso não tem nada a ver com o meu filho! O meu filho tem que me obedecer!!!"

    Ele não vai acreditar em si, enquanto você não for sincero diante de Deus, fora da igreja, onde mais ninguém vê, a não ser o seu filho e Deus.

    Você quer que Deus cure o seu relacionamento com os seus filhos? Já viu o que precisa fazer? Deixe que Deus endireite outras áreas da sua vida.

    Parece que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas tem. Eu não estou a pregar só para vocês mas para mim também! Eu tenho filhos e também tenho a responsabilidade de lhes dar um bom exemplo, não apenas pregação. Não posso pregar só por palavras, mas com acções! As minhas acções falam mais do que as minhas palavras!

    Pastor, o que é que isto tem a ver com cura divina? Tudo! Para Jesus conseguir curar-nos, temos que admitir que Ele entre em todas as áreas da nossa vida.

    Você sabe uma coisa interessante? Por exemplo, por vezes, uma pessoa vai ao médico e queixa-se de dores de ouvidos. O médico especialista em tratamento de ouvidos diz-lhe: - "O seu problema não tem nada a ver com os ouvidos!!! Você tem uma infecção na boca." - "Mas, não me dói nada!" Responde o doente. - "Pois, não dói, mas é lá que está a infecção e está a afectar um nervo que está nos ouvidos." Insiste o médico.

    A pessoa vai ao dentista, combate a infecção da boca e os ouvidos voltam a funcionar normalmente.

    Se uma área do cérebro estiver afectada, estragada, danificada, a pessoa pode até ficar paralisada. Você pode pensar: O que é que a parte de cima do corpo tem a ver com a de baixo? Está tudo ramificado e interligado.

    DÊ TODOS OS SEUS QUARTOS A JESUS

    Quando você quiser que Jesus o cure, abra-lhe as portas todas da sua vida! Deixe-O entrar onde Ele quiser, arrumar o que quiser, corrigir o que quiser! Quando não, não venha pedir cura.

    Esta lição de cura divina é bem diferente daquilo que estamos habituados a ouvir, não é?

    Jesus também o quer libertar das amarras do álcool, das amarras da droga!

    Há jovens que andam na droga, e vêm à igreja pedir oração, mas digo-lhe francamente que estão a perder o seu tempo a virem pedir oração. Sabe porquê? Porque não querem que Jesus entre em todos os quartos ( áreas ) da vida deles. Não querem Jesus como seu Senhor, mas querem um criado, que lhes satisfaça os desejos momentâneos.

    Jesus pode bem dizer-lhes: - "Olha, estou a reparar que tens um quarto cheio de más companhias! Esta malta toda com quem tu andas, falas, telefonas e recebes telefonemas... têm que ir todos embora da tua vida!"

    - "Ó, não! Não! Não, porque eles são meus amigos!!! E além disso, a Bíblia diz que temos que andar em amor..."

    Assim, Jesus não o pode ajudar. A pessoa continua drogada porque não deixou Jesus entrar nesse quarto ( o quarto dos amigos - a área dos amigos ) e tirar os amigos falsos. Isto não se passa apenas com os drogados, acontece também com outras pessoas na igreja, cristãos que sofrem problemas financeiros por causa de más companhias.

    Uma vez, uma irmã da nossa igreja, chorando disse-me: - " Pastor, por favor, abençoe-me."

    - "Sim, mas, o que se passa?" Respondi.

    - "Ó, Pastor, houve um dos nossos pastores que fez uma rebelião, saiu levou pessoas, fez o que era mau aos olhos de Deus, falou mal de si e eu dei ouvidos a isso. A minha vida andou toda para trás. Antigamente, eu vivia abastadamente. Hoje, devo dinheiro em todo o lado. Por mais que eu trabalhe fora de horas e fins de semana, cada vez tenho mais dívidas!!! Perdoe-me Pastor!"

    - "Ó, eu perdôo!" Respondi

    - "Pastor mas abençoe-me!" Insistiu a irmã.

    Eu abencoei-a. Mas, porque aquela pessoa deixou entrar em sua casa um homem amaldiçoado, a comunhão com ele trouxe-lhe muitos problemas. Como é que Jesus lhe curaria as finanças, ou resolveria algo impossível, se dentro do seu quarto, ele tinha alguém com quem Jesus não se dá!

    Algumas pessoas impressionam-se com esses pregadores, porque eles tinham grandes títulos! Mas, lembre-se sempre, meu irmão, Deus não se impressiona com o titulo de ninguém! Deus não está nada interessado em títulos, mas em corações sinceros e obedientes à Sua Palavra custe o que custar.

    Conhecemos o exemplo do rei Saúl que pela sua desobediência e rebelião assumida, Deus o rejeitou - destituíu de rei - e ungiu Davi para o seu lugar. Deus chegou a dizer ao profeta Samuel que não estivesse triste por causa de Saúl pois Ele, Deus, já o tinha rejeitado. Podemos ler esta história na Bíblia no primeiro livro do profeta Samuel 15:10-31 e capítulo 16.

    Querido irmão, esta é uma lição muito importante para si. Ela é dirigida a si que está doente físicamente há muito tempo e tem pedido oração, vez após vez, sem resultados positivos. Ela é dirigida a si doente na área familiar, nas finanças, nas emoções, etc. Afinal, é dirigida a todos nós que numa área ou noutra, não temos colocado Jesus como o SENHOR TOTAL da nossa vida.

    Examine-se a si próprio. Seja sincero consigo mesmo. Deixe-se confrontar com a Palavra de Deus. Dê tudo a Jesus para que também possa receber toda a VIDA ABUNDANTE que Jesus conquistou para nós na cruz. Deus o abençoe 

    9/14/2007

    Judas e Apocalipse

    Judas
    Autor:
    Judas
    Data: Cerca de 65—80 dC

    Autor

    O autor se identifica como Judas, “irmão de Tiago”, provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (At 15.13; 21.18; Gl 1.19; 2.12). Mc 6.3 menciona Judas como um irmão do Senhor.

    Data
    As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2Pe, ou se 2Pe é dependente de Judas, ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento, que circulou como uma advertência contra os falsos mestres. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2Pe, é provável que tenha sido antes de 65 dC. Se foi escrita depois de 2Pe, como muitos estudiosos acreditam, pode ter sido em 80 dC.

    Antecedentes

    Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristão contra os falso mestres. Como em 2Pe, esse falsos líderes são sensuais (vs 4,16,18), pervertem a verdade (4), e são destinados ao julgamento divino (14,15). Eles são chamados “adormecidos” no v.8 e são expostos por não ter o Espírito no v.19. A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinha o Espírito (Mt 7.22-23). Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc. II.

    Objetivo

    A carta começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes, ressaltando a preservação divina (vs 1,24).
    Entretanto, os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). As responsabilidades dos cristão são mais desenvolvidas nos vs. 20-23 por uma série de exortações práticas. O balanço da carta expõe, especialmente levando em conta as analogias do AT, a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade, os quais buscam destruir a fé do povo de Deus.

    Cristo Revelado

    A atual atividade do Cristo Vivo é assumida. Judas é servo de Cristo, que conserva o seu povo (1), embora os falsos mestres o neguem (4). Os crentes aguardam a bênção futura da “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna”(21).

    O Espírito Santo em Ação

    O ES faz com que a doutrina bíblica tome vida, de modo que a comunidade cristã seja edificada em sua “santíssima fé”, isto é, na doutrina apostólica (20). Isso se realiza através da oração “no ES” (20). Assim sendo, o Espírito é importante como aquele através do qual Deus preserva os seus do erro mundano (1,14). Em contrates, os falso mestre são desprovidos do Espírito (19), apesar de quaisquer reivindicações que possam fazer.

    Esboço de Judas

    Saudação 1-2
    I. Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19

    Motivo para a advertência 3-4
    Lembrete do antigo povo ímpio 5-7
    Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19

    II. Exortações por perseverança 20-23

    Manter a fé 20-21
    Resgatar os enganados 22-23

    Doxologia 24-25


    Fonte: Bíblia Plenitude


    Apocalipse
    Autor:
    Apóstolo João
    Data: Cerca de 79—95 dC

    Autor

    O autor se refere a si mesmo quatro vezes como João (1.1,4,9; 22.8). Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais. A Antiga tradição eclesiásticas atribui unanimemente este livro ao apóstolo João.

    Antecedentes e Data

    As evidências em Ap indicam que foi escrito durante um período de extrema perseguição aos cristãos, que possivelmente tenha começado com Nero depois do grande fogo que quase destruiu Roma, em Julho de 64 dC, e continuou até seu suicídio, em junho de 68 dC. Segundo esta visão, portanto, o livro foi escrito antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC, e é um profecia autêntica sobre o sofrimento continuo e a perseguição dos cristãos, que tornou-se bem mais intensa e severa nos anos seguintes. Com base em declarações isoladas pelos patriarca da igreja primitiva, alguns intérprete datam o livro perto do final do reino de Domiciano (81-96 dC), depois de João ter fugido para Éfeso.

    Ocasião e Objetivo

    Sob a inspiração do Espírito e do AT, João sem dúvida vinha refletindo os acontecimento horripilantes que ocorriam em Roma e em Jerusalém quando ele recebeu a “profecia” do que estava para acontecer— a intensificação do conflito espiritual confrontando a igreja (1.3), perpetrada pelo estado anticristão e numerosas religiões anti-cristãs. O objetivo desta mensagem era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos, confortando, desafiando e proclamando a esperança cristão garantida e certa, junto com a garantia de que, em Cristo, eles estavam compartilhando o método soberano de Deus de superar totalmente as forças do mal em todas suas manifestações. O Ap também é um apelo evangelístico a todos aqueles que estão atualmente vivendo no reino das trevas para entrar no Reino da Luz (22.17)

    Conteúdo
    A mensagem central do Ap é que “Deus Todo-poderoso reina” (19.6). Este tema foi validado na história devido à vitória do cordeiro, que é “o Senhor dos senhores e Reis dos reis” (17.14).
    Entretanto, aqueles que seguem o Cordeiro estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo e, sendo assim, o Ap fornece um maior discernimento quanto à natureza e tática do inimigo (Ef 6.10-12). O dragão, frustrado por sua derrota na cruz e pelas conseqüentes restrições imposta sobre sua atividade, e desesperado para frustrar os propósito de Deus perante seus destino inevitável, desenvolver uma trindade forjada a “fazer guerra” com os santos (12.17). A primeira “besta” ou monstro simboliza a realidade do governo anticristão e poder político (13.1-10,13). A segunda, a religião anticristã, a filosofia, a ideologia (13.11-17). Juntos, eles forma a sociedade, comercio e cultura secular cristã definitivamente enganosa e sedutora, a prostituta Babilônia (caps 17-18), composta daqueles que “habitam a terra”. Eles, portanto, possuem a “marca” do monstro, e seus nomes não estão registrado no “Livro da Vida do Cordeiro”. O dragão delega continuamente seu poder restrito e autoridade aos monstros e seus seguidores a fim de enganar e desanimar qualquer pessoa do propósito criativo-redentor de Deus.

    Forma Literária

    Depois do prefácio, o Ap começa (1.4-7) e termina em (22.21) como uma carta típica do NT. Embora contenha sete cartas para sete igrejas, está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem a cada uma das igrejas (2.7,11,17,29; 3.6,13,22), bem como a mensagem do livro inteiro (1.3; 22.16), a fim de que possam obedecer-lhe (1.3; 22.9). Dentro desta carta está “a profecia” (1.3; 10.11; 19.10; 22.6-7,10,18-19). De acordo com Paulo, “o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação(estímulo) e consolação” (1Co 14.3). O profeta fala a Palavra e Deus como um chamamento à obediência na situação presente e na situação futura imediata, tendo em vista o futuro definitivo. Essa profecia não deveria ser selada (22.10) por ser relevante aos cristão de todas as gerações.

    Método de Comunicação

    João recebeu essas profecias de uma série de visões vívidas contendo imagens simbólicas e números que ecoam aqueles encontrados nos livros proféticos do AT. João registra essas visões na ordem cronológica na qual as recebeu, muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. Entretanto, ele não fornece uma ordem cronológica na qual determinados acontecimentos históricos devem acontecer. Por exemplo, Jesus nasceu no cap.12, é exaltado no cap.5 e está caminhando em meio às suas igreja no cap.1. A besta que ataca as duas testemunhas no cap.12 não é trazida à existência até o cap.13. João registra uma série de visões sucessivas, e não uma série de acontecimentos consecutivos.
    o Ap é um quadro cósmico— uma série de quadros vivos coloridos, elaborados, acompanhados e interpretados por oradores cantores celestiais. A palavra fala é prosa elevada, mais poética do que nossas traduções indicam. A música é semelhante a uma cantata. Repetidamente são introduzidos temas, mais tarde reintroduzidos, combinados com outros temas desenvolvidos.
    Toda a mensagem é “notificada” (1.1). Há um segredo para a compreensão das visões, todas as quais contém linguagem figurativa que aponta para realidades espirituais em e por trás da experiência histórica. Os sinais e símbolos são essenciais porque a verdade espiritual e a realidade invisível deve sempre ser comunicada a seres humanos através de seus sentidos. Os símbolos apontam para o que é definitivamente indescritível. Por exemplo, o relato de gafanhotos demoníacos do abismo (9.1-12) cria uma impressão vívida e horripilante, mesmo que os mínimos detalhes não tenham a intenção de ser interpretados.

    Cristo Revelado

    Quase todos os títulos usados em várias partes do NT para descrever a natureza divino– humana e ao obra redentora de Jesus são mencionados pelo menos uma vez no Ap, que junto com uma série de títulos adicionais, nos fornece uma revelação multidimensional da posição presente, do ministério contínuo e da vitória definitiva do Cristo exaltado.
    Embora o ministério terreno de Jesus seja condensado entre sua encarnação e ascensão em 12.5, o Ap afirma que o Filho de Deus, como Cordeiro, terminou completamente sua obra de redenção (1.5-6). Através de seu sangue, os pecadores foram perdoados, purificados (5.6,9; 7.14; 12.11) liberados (1.5) e fizeram reis e sacerdotes (1.6; 5.10). Todas as manifestações resultantes de sua vitória aplicada baseiam-se em sua obra terminada na cruz; portanto, satanás foi derrotado (12.7-12) e preso (20.1-3). Jesus ressuscitou dos mortos e foi entronado como Soberano absoluto sobre toda a criação (1.5; 2.27). Ele é o “Reis dos reis e o Senhor dos senhores” (17.14; 19.16) e deve receber a mesma adoração que recebe de Deus, o Criador ( 5.12-14).
    O único que é “digno” para executar o propósito eterno de Deus é o “Leão de Judá”, que não é um Messias político, mas um Cordeiro morto (5.5,6). “O Cordeiro” é seu título primário, utilizado vinte e oito vezes em Ap. Como aquele que conquistou, ele tem a legítima autoridade e poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências para seus propósitos de julgamento e salvação (6.1-7.17). O Cordeiro está no trono (4.1-5.14; 22.3).
    O Cordeiro, como “um semelhante ao Filho do Homem”, está sempre no meio de seu povo (1.9-3.22; 14.1), cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (3.5; 21.27). Ele os conhece intimamente, e com um amor incomensuravelmente sagrado, ele cuida, protege, disciplina e os desafia. Eles compartilham totalmente sua vitória presente e futura (17.14; 19.11-16; 21.1-22.5), bem como a “ceia das bodas” (19.7-9; 21.2) presente e futura. Ele habita neles (1.13), e eles habitam nele (21.22).
    Como “um semelhante ao Filho do Homem”, ele também é o Senhor da colheita final (14.14-20). Ele derrama sua ira em julgamento sobre satanás (20.10), seus aliados (19.20; 20.14) e sobre os espiritualmente “mortos” (20.12,15) - todos aqueles que escolheram “habitar na terra” (3.10).
    O cordeiro é o Deus que está chegando (1.7-8; 11.17; 22.7,20) para consumar seu plano eterno, para completar a criação da nova comunidade de seu povo em “um novo céu e uma nova terra” (21.1) e restaurar as bênçãos do paraíso de Deus (22.2-5). O Cordeiro é a meta de toda a história (22.13)

    O Espírito Santo em Ação

    A descrição do ES como “os sete Espíritos” de Deus (1.4; 3.1; 4.5; 5.6) é distinta no NT. O número sete é um número simbólico, qualitativo, comunicando a idéia de perfeição. Portanto, o ES é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica, complexa. As “sete lâmpadas de fogo” (4.5) sugerem seu ministério iluminador, purificador e energizador. O fato de os sete espíritos estarem diante do trono (1.4; 4.5) e serem simultaneamente os olhos do Cordeiro (5.6) significa a trindade una essencial de Deus que se revelou como Pai, Filho e ES. Trata-se de um “habitar “ mútuo de Pessoas sem dissolver as distinções de ser e funções essenciais.
    Cada uma das mensagens para as sete igreja é do Senhor exaltado, mas o membros individuais são incitados a ouvir “o que o Espírito diz” (caps.2-3). O Espírito diz somente o que o Senhor Jesus diz.
    Portanto , o Espírito é o Espírito da profecia. Cada profecia genuína é inspirada pelo ES e presta testemunho a Jesus (19.10). As visões proféticas são comunicadas e João somente quando ele está “no Espírito” (1.10; 4.2; 21.10). O conteúdo dessas visões não é nada menos qo que a “Revelação de Jesus Cristo” (1.1).
    Toda profecia genuína exige uma resposta. “O Espírito e a esposa dizem: Vem!” (22.17). Todos ouvem ou se recusam a ouvir esse apelo. O Espírito está operando continuamente em e através da igreja para convidar a entrar aqueles que permanecem fora da Cidade de Deus. Apenas mediante a habilitação do Espírito é permitido que a esposa testemunhe e “suporte pacientemente”. Portanto, o Espírito penetra na experiência atual daqueles que ouvem com antegozo do cumprimento futuro do Reino.

    Esboço de Apocalipse

    Prólogo 1.1
    I. As cartas às sete igrejas 1.9-3.22

    O cenário: um semelhante ao Filho do Homem 1.9-20
    As cartas 2.1-3.22

    II. Os sete selos 4.1-5.14

    O cenário 4.1-5.14
    Os selos 6.1-8.1

    III. As sete trombetas 8.2-11.18

    O cenário: O altar dourado 8.2-6
    As trombetas 8.7-11.18

    IV. Os sete sinais 11.19-15.4

    O cenário: A arca do concerto 11.19
    Os sinais 12.1-15.4

    V. As sete taças 15.5-16.21

    O cenário: O templo do testemunho 15.5-16.1
    As sete taças 16.2-21

    VI. Os sete espetáculos 17.1-20.3

    O cenário: Um deserto 17.1-3
    Os espetáculos 17.3-20.3

    VII. As sete visões da consumação 20.4 –22.5

    O Cenário: 20.4-10
    As cenas 20.11-22.5

    Epílogo 22.6-21

    Sete testemunhas de confirmação 22.6-17
    Advertências final e garantia 22.18-20
    Bênção 22.21
     

    Fonte: Bíblia Plenitude

     
    9/13/2007

    I, II e III João

     1º João
    Autor:
    Apóstolo João
    Data: Cerca de 90 dC

    Autor e Receptores

    Embora esta carta seja anônima, seu estilo e vocabulário indicam claramente que foi escrita pelo autor do Evangelho de Jo. Evidências internas também apontam João como o autor, e o antigo testemunho atribui, com unanimidade, a carta a ele.
    A falta de especial dedicação e saudação indicam que a carta foi circular, provavelmente enviada à igrejas perto e Éfeso, onde João passou seus últimos dias.

    Data
    O peso de uma tradição antiga e forte sobre João ter passado seus últimos anos em Éfeso, junto com o fato do tom dos escritos sugerirem que se trata de um produto de um homem madura que passou por experiência espiritual profunda, apontam uma data próxima ao final do séc. I. Além disso, o caráter da heresia combatida na carta aponta para a mesma época, cerca de 90 dC.

    Ocasião e Objetivo

    João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Crêem “no nome do Filho de Deus (5.13). A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestre de uma falsa doutrina. João refere-se ao ensinamento como enganosos (2.26; 3.7) e aos mestre como “falsos profetas” (4.1), mentirosos (2.22) e anticristos (2.18,22; 4.3). Eles um dia tinha estado com a igreja, mas tinha se afastado (2.19) e tinha se “levantado no mundo” (4.1) para propagar sua perigosa heresia.
    Heresia era um precursor do gnosticismo do séc. II, que ensinava que a matéria era essencialmente ruim e o espírito era essencialmente bom. O ponto de vista dualista fez com que os falsos mestres negasse a encarnação de Cristo e, portanto, a ressurreição. O verdadeiro Deus, ensinavam eles, nunca poderia habitar um corpo material de carne e sangue. Portanto, o corpo humano que Jesus supostamente possuiu não era real, mas apenas aparente. João escreveu vigorosamente contra esse erro (2.22-23; 4.3).
    Eles também ensinavam que, como o corpo humano era um simples invólucro para o espírito interior, e como nada que o copo fizesse poderia afetar o espírito interno, as distinções éticas pararam de ser relevantes. Portanto, eles não tinham pecado, João responde esse erro com indignação (2.4,6,15-17; 3.3,7,9-10; 5.18).
    “Gnosticismo” é uma palavra derivada do grego gnosis, que significa “conhecimento”. Mais tarde, os gnósticos ensinavam a salvação através de esclarecimento mental, que acontecia somente para iniciados da elite espiritual, e não aos cristãos comuns. Em virtude disso, eles substituíram a fé pelas buscas espirituais e exaltaram a especulação mais do que os dogmas básicos do evangelho. Mais uma vez João reagiu energicamente (2.20,27), declarando que nãohá revelação particular reservada para alguns poucos intelectuais, e que todo o corpo de crentes possui a doutrina apostólica.
    O objetivo de João ao escrever, então, era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes.

    Características

    Existem grandes semelhanças entre eo Evangelho de Jo e 1Jo. O tom da epístola é amigável e paterna, refletindo a autoridade que a idade e o apostolado trazem. O estilo é informal e pessoal, revelando o relacionamento íntimo do apostolo com Deus e com o povo de Deus.

    Conteúdo

    Em primeiro lugar, João ressalta os temas do amor, luz, conhecimento e vida em suas advertências contra a heresia. Esses elementos repetem-se por toda a carta, sendo o amor a nota dominante. Possuir amor é evidência clara de que uma pessoa é cristã, e a falta de amor indica que a pessoa está nas trevas (2.9-11; 3.10-23; 4.7-21).
    João afirma que Deus é a luz, e a comunhão com ele faz com que as pessoas caminhe em verdadeira comunhão com outros crentes. A comunhão com Deus e os irmãos permite que as pessoas reconheçam através da unção de Deus, a falsa doutrina e o espírito do anticristo.
    A comunhão com Deus exige que se caminhe na luz e se obedeça aos mandamentos de Deus (1.6-7; 2.3,5). Aquele que “pratica justiça é justo, assim como ele é justo” (3.7), enquanto “qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (3.10). O amor ao Pai e o amor ao mundo são totalmente incompatíveis (2.15-17), e nenhuma pessoa nascida de Cristo tem o hábito de praticar o pecado (3.9; 5.18). Cristo é antítese do pecado, e ele se manifestou para tirar os nossos pecados (3.5).
    O cap. 4 continua com o tema da identificação dos espíritos rivais - falsos profetas que saíram para o mundo (v.1). A fim de testar os espíritos, nos devemos encontrar quem eles reconhecem como salvador e senhor. Todos os espíritos que não reconhecem que Jesus é Deus em carne não é de Deus (v.3).
    A epístola termina com o testemunho de Jesus, o Filho de Deus. Jesus é aquele que veio. O título técnico do Messias é “aquele que havia de vir” ou “aquele que veio” (Mt 11.3; 1Jo 5.6). João o identifica como aquele que veio pela água e pelo sangue, o Deus que veio e habitou entre nós, a palavra que tornou-se carne.

    Cristo Revelado

    João enfatiza tanto a divindade quanto a humanidade de Jesus, declarando que Deus entrou completamente na vida humana através dele. Um teste do Cristianismo é a crença correta sobre a encarnação (4.2,15; 5.1).
    Jesus é nosso advogado junto ao Pai (2.1). O pecado não combina com a vida de um cristão; mas, se ele pecar, Jesus defende seu caso.
    Jesus é a propiciação pelos nossos pecados (2.2; 4.10).
    Jesus também é o nosso Salvador, enviado por Deus para nos resgatar do pecado (1.7; 3.5; 4.14). Apenas através dele podemos alcançar a vida eterna (5.11,12).
    João apresenta a segunda vinda de Jesus como um incentivo para que permaneçamos firmes na fé (2.28), e ele oferece a garantia de que nossa completa transformação à semelhança de Cristo acontecerá no momento de sua volta.

    O Espírito Santo em Ação

    João descreve um ministério triplo do ES nesta carta. Em primeiro lugar, o dom do Espírito que nos assegura que em nosso relacionamento com Cristo, tanto ele é fiel a nós (3.24) como nós somos fiéis a ele (4.13). Em segundo lugar, o ES testemunha a realidade da encarnação (4.2;5.6-8). Em terceiro, o Espírito guia os verdadeiros crentes a uma completa realização da verdade em relação a Jesus, que eles podem se opor com sucesso aos heréticos que negaram esta verdade (2.20; 4.4).

    Esboço de 1º João

    I. A encarnação 1.1-10

    Deus tornou-se carne na forma humana 1.1-4
    Deus é luz 1.5-10

    II. A vida de Justiça 2.1-29

    Caminhada na luz 2.1-7
    Advertindo contra o espírito do anticristo 2.18-29

    III. A vida dos filhos de Deus 3.1-4.6

    Justiça 3.1-12
    Amor 3.13-24
    Crença 4.1-6

    IV. A fonte do amor 4.7-21
    V. O triunfo da Justiça 5.1-5
    VI. A garantia da vida eterna 5.6-12
    VII. Certeza cristãs 5.13-21

    Fonte: Bíblia Plenitude


    2º João
    Autor:
    Apóstolo João
    Data: Cerca de 90 dC

    Autor e Receptores

    João dirige esta segunda epístola para a “senhora eleita e seus filhos”, indicando que a receptora era uma mulher cristã cujos filhos perseveravam na fé (v.4). Ele até inclui saudações de suas sobrinhas e sobrinhos (13). A partir da designação que João lher dá no verso 1 (gr eklekt Kyria), muitos comentarista especularam sobre seu nome pessoa, sugerindo títulos como “a Kyria eleita”, “a senhora Elcta” e “Electa Kyria”. Outros sugerem que a designação não denota uma pessoa em si, mas trata-se da personificação de uma igreja local. “Seus filhos” sãos os membros da igreja, e os “filhos” da “irmã eleita” são membros da igreja do lugar onde João está escrevendo. Uma conclusão definitiva parece inatingível, e a pergunta continua em aberto.

    Data

    O peso da evidência de João ter escrito as três cartas levando seu nome aponta para cerca de 90 dC.

    Ocasião e Objetivo

    2Jo se preocupa com a relação da verdade cristã com a hospitalidade estendida àqueles mestres que viajam de igreja para igreja. Normalmente se abusava de tal hospitalidade. Os falsos mestres, provavelmente do mesmo grupo que é tratado em 1Jo, estavam confundindo a comunhão dos crentes. Portanto, João deu instruções sobre quais mestres itinerantes acolher e quais recusar. Os verdadeiros Cristãos, que podiam ser reconhecidos pela ortodoxia de sua mensagem (v.10), são dignos de ajuda; mas os mestres heréticos, especialmente aqueles que negavam a encarnação (v.7) devem ser rejeitados.

    Conteúdo

    João estimula a “senhora eleita” a continuar mostrando hospitalidade, mas também adverte a previne contra o abuso da comunhão cristã. Por toda a epístola, ele ressalta a verdade como a base e prova da comunhão . Em especial, ele insiste em uma crença correta levando em consideração a encarnação de Cristo, e acusa aqueles que rejeitam essa realidade de terem ido além da doutrina de Cristo (v.9). Ele incita os leitores a ficarem perto de Cristo, mantendo-se fiéis na verdade.

    Cristo Revelado


    João apresenta tanto a divindade de Cristo (v.3) quanto sua humanidade (v.7). Qualquer pessoa que negue a verdade fundamental relacionada à Pessoa divino– humana de Cristo não tem a Deus (v.9). João encara a comunhão como uma característica distintiva da vida cristã, mas não deixa dúvidas de que a comunhão cristã é impossível onde a doutrina apostólica da Pessoa e obra de Cristo seja negada ou comprometida.

    O Espírito Santo em Ação

    Embora a epístola não mencione especificamente o ES, seu ministério é evidente, especialmente ao prestar testemunho à verdade relacionada à Pessoa de Cristo. O Espírito permite que o verdadeiro crente saiba distinguir os falsos mestres e “perseverar na doutrina de Cristo.”

    Esboço de 2º João

    Introdução 1-3
    I. Elogio pela lealdade passada 4
    II. Exortações 5-11

    Para amar o próximo 5-6
    Para rejeitar o erro 7-11

    Conclusão 12-13


    3º João
    Autor:
    Apóstolo João
    Data: Cerca de 90 dC

    Autor e Receptores

    Tanto em 2Jo quanto em 3Jo, o escritor se autodenomina “o ancião”, sugerindo que era mais velho do que os outros cristãos e que seu conhecimento pessoal da fé foi muito além do deles. A evidência mais forte é que todas as três epístolas de João foram escritas por um mesmo autor.
    Não se sabe nada sobre o “amado Gaio” ale´m do caloroso tributo que João presta a ele no início desta carta. Gaio era um nome comum no mundo romano, e o NT menciona um Gaio em Corinto ( Rm 16.23; 1Co 1.14), na Macedônia (At 19.29) e em Derbe (At 20.4). Não há nenhuma evidência para associar Gaio de 3Jo com qualquer desses homens. Evidentemente, ele era líder de alguma igreja na Ásia.

    Data
    João era madura tanto em anos quanto em experiências quando escreveu esta carta junto com 2 Jo perto do fim de sua vida por volta de 90 dC.

    Ocasião e Objetivo

    Enquanto em 2 Jo os heréticos itinerantes estavam perturbando a fé dos cristãos, nesta carta os genuínos mestres da verdade estão fazendo um circuito de igrejas. Na carta anterior, João proibiu a hospitalidade para os falsos mestres; aqui ele estimula a hospitalidade. Entretanto, Diótrefes, uma pessoa dominante em uma das igrejas, se opôs-se à autoridade de João. Além disso, ele recusou hospitalidade aos missionários viajantes e proibiu os outros de recebê-los, excomungando-os quando eles o faziam. João escreveu para estimular Gaio em sua generosidade para repreender Diótrefes por sua conduta nada caridosa.

    Conteúdo

    Ao cumprir se objetivo, João descreve três personalidades. A primeira é Gaio, que demonstrou sua fé cristã através de sua generosa hospitalidade, mesmo a estranhos. Segunda é Diótrefes, cujo orgulho egoísta estava rompendo a harmonia da comunhão. Terceira é Demétrio, cuja vida exemplificava a fidelidade cristã e era digna de imitação. Esses três homens possuem testemunhos positivos e negativos para relacionamentos adequados entre os irmãos.

    Cristo Revelado

    João apresenta Jesus como a verdade na qual devemos caminhar. A devoção a ele motiva verdadeiros mestres em seu serviço itinerante (v.7). As vidas de Gaio e Demétrio harmonizavam exatamente com a doutrina de Cristo e forneceram forte testemunho ao poder de seu amor. Por outro lado, o comportamento de Diótrefes mostra um acentuado contraste com a verdadeira vida em que Cristo deve ser o primeiro em todas as coisas.

    O Espírito Santo em Ação

    Esta carta não se refere diretamente ao ES, mas seu ministério é aparente por toda a mensagem, especialmente ao permitir que os crentes “caminhem na verdade” e autorizando os missionários itinerantes em seu ministério. O fruto do Espírito é evidente nas vidas de Gaio e Demétrio.

    Esboço de 3º João

    Saudação 1
    I. Mensagem a Gaio 2-8

    Oração por sua Saúde 2
    Recomendação para a adesão à verdade 3-4
    Recomendação para sua hospitalidade 5-8

    II. Condenação à arrogância de Diótrefes 9-11
    III. Elogio a Demétrio 12
    Conclusão 13-14

    Fonte: Bíblia Plenitude


    9/12/2007

    I e II Pedro

    1º Pedro
    Autor:
    Pedro
    Data: Cerca de 60 dC

    Autor

    A carta parece ser do apóstolo Pedro, e não há evidências de que a autoria de Pedro tenha alguma vez sido desafiada na igreja primitiva. Silvano, que acompanho Paulo em segunda viagem missionária provavelmente tenha sido secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5.12), o que talvez explique o estilo polido do grego da carta.

    Ocasião e Data
    Pedro se dirige aos cristãos que vivem em várias partes da Ásia Menor, os quais estão sofrendo rejeição no mundo devido à sua obediência a Cristo (4.1-4, 12-16). Ele, portanto, relembra-os de que têm uma herança celeste (1.3-5)
    Pedro soube das tentações deles e, portanto, refere-se a eles como “estrangeiros dispersos” (1.1), uma frase que lembra o exílio de Israel no AT, mas também apropriada para estes cristãos (1.17; 2.11). Eles são, em sua maioria gentios convertidos. Em um momento eles não eram povo (2.10). Sua antiga vida era de obscenidades, bebedeira e idolatria (4.3), que descrevia mais os pagãos gentios do que os judeus do Séc. I . Os compatriotas deles estão surpresos por eles agora viverem de maneira diferente (4.4). Embora sofrer seja a “ardente prova” (4.12), aparentemente não há a vinculação do martírio. Além do mais, a perseguição é normalmente a exceção (3.13,14; 4.16).
    A tradição antiga sugere que Pedro foi martirizado em Roma junto com a severa perseguição de Nero aos cristãos depois do incêndio de Roma em 64 dC. Esta carta foi escrita provavelmente perto do fim da vida de Pedro, mas enquanto ele ainda poderia dizer: “honrai ao rei” (2.17). O início dos anos 60 é uma boa estimativa para a composição de 1 Pedro.

    Conteúdo

    Acompanhando as várias exortações para a vida fiel em meio a uma sociedade ímpia, a salvação prometida no evangelho também está bastante em vista. A salvação futura que aguarda os crentes na revelação de Jesus é especialmente proeminente no princípio da carta (1.3-13). Esta é a “esperança” do cristão mencionada em 1.3, 13, 21; 3.15. Mesmo tendo cristo sofrido e depois sido glorificado, os cristãos deveriam antever a glória porvir, embora pudessem ser perseguidos pela fé nessa vida (1.6-7; 4.12-13). A paciência em meio ao sofrimento injusto é “agradável a Deus” (2.20).
    Também há um referência ao importante objetivo dos crentes de levar os outros a Deus por meio de seus estilos de vida piedosos. Eles, portanto, proclamam os louvores de Deus (2.9), silenciam os homens loucos realizando boas obras (2.15); ganham esposas para Cristo por seus exemplos (3.1); envergonham os críticos ímpios (3.15-16) e confundem antigos companheiros (4.4). Os cristãos devem ser uma força de redenção no mundo, apesar do sofrimento.

    Cristo Revelado

    Em quatro passagens separadas. Pedro liga os sofrimentos do sacrifício de Cristo com a glória que surgiu em sua morte (1.11; 3.18; 4.13; 5.1). A carta detalha os frutos do sofrimento e da vitória de Cristo, incluindo provisões para uma nova vida e esperança para o futuro (1.3,18-19; 3.18). A expectativa da volta de Cristo na glória faz com que os crentes regozijem (1.4-7). De outras maneiras, Cristo agora também faz uma profunda diferença na vida dos cristãos; eles o amam (1.8); eles vêm até ele (2.4); eles oferecem “sacrifícios espirituais” através dele (2.5); eles são censurados por causa dele (4.14); eles devem esperar se recompensados quando ele voltar (5.4).

    O Espírito Santo em Ação

    O ES é ativo em todo o processo de salvação: o “Espírito de Cristo” nos profetas no AT testificam a respeito da cruz e da glória subseqüente (1.11); Cristo foi ressuscitado dos mortos “pelo Espírito” (3.18); os evangelistas pregaram o evangelho pelo Espírito; os crentes responderam em obediência através “do Espírito” (1.2,22); um antegozo da glória porvir veio através do Espírito (comparar: 4.14 com o v. 13 e 5.1).

    Esboço de 1º Pedro

    Introdução 1.1-2
    I. A fé e esperança dos crentes no mundo 1.3-2.10

    regozijando na esperança da volta de Cristo 1.3-12
    Vida Justa devido à esperança 1.13-2.3
    Renovação para o povo de Deus 2.4-10

    II. A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.11-5.11

    Submissão e respeito pelos outros 2.11-3.12
    Sofrimento em nome de Cristo 3.13-4.19
    Servindo humildemente enquanto sofre 5.1-11

    Conclusão 5.12-14

    Silvano, co-autor desta carta 5.12
    Saudações 5.13
    Exortações finais com bênção 5.14


    Fonte: Bíblia Plenitude


    2º Pedro
    Autor:
    Pedro
    Data: Cerca de 65—68 dC

    Autor e Data

    Esta carta fornece as instruções e exortação do apóstolo Pedro à medida q eu ele se aproxima do final de sua vida (1.1,12-15).De acordo com a antiga tradição da igreja, Pedro foi martirizado em Roma durante o governo de Nero. Se a tradição é confiável, então sua morte ocorreu antes de 68 dC, quando Nero morreu.
    Os estudiosos conservadores normalmente sustentam que Pedro escreveu ambas as epístola que lhe são atribuídas. As referências em 2Pe indicam a autoria de Pedro: o autor se identifica como Simão Pedro (1.1); ele alega ter estado com Cristo no monte da transfiguração (1.16-18); ele tinha escrito uma carta anterior às pessoas a quem 2Pe é dirigida (3.1); e ele usa várias palavras e frases semelhantes às encontradas em 1Pe. Esses fatores apontam Pedro como o autor genuíno de 2 Pedro

    Antecedentes

    Enquanto 1Pe estimula os cristãos a encararem a oposição do mundo, 2Pe adverte os cristão contra os falsos mestre dentro de sua comunhão que os levaria a apostasia. A fidelidade à doutrina apostólica é a principal preocupação (1.12-16; 3.1-2,15-16). Os mestres heréticos aparecerão (2.1-2) e, na verdade, já estão em cena (2.12-22). Eles negam o senhor, exibem um estilo de vida sensual e estão destinados à destruição. Eles ridicularizam a idéia da volta do Senhor. Essas características se enquadram na heresia gnóstica, que se desenvolveu mais completamente no séc. II, mas cujas raízes foram fixadas no séc. I.
    Pedro evidentemente tem um comunidade especifica em mente (3.15), e se essa comunidade for a mesma referida em 1Pe 3.1, então esta carta era direcionada aos cristão em algum lugar da Ásia Menor.

    Conteúdo

    A resposta ao erro é a firmeza através do crescimento no conhecimento do Senhor, A carta começa com o tema de cultivar a maturidade cristã (1.2-11; 3.14-18). O “conhecimento” em 2Pe é mais do que percepção intelectual. È um experiência de Deus e vê Cristo que resulta em transformação moral (1.2-3; 2.20). Esse é o verdadeiro conhecimento (gnosis) que combate a influência gnóstica herética. A base para tal conhecimento são as Escrituras, chamadas de “profecia” (1.19-21), e a doutrina apostólica (3.1-2,15-16).
    O cap. 2 fornece uma descrição mais longa a respeito da advertência contra os falsos mestres. Aparentemente, em algum momento eles tinha “escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2.20).
    O último capítulo enfatiza a segunda vinda de Cristo, objeto de ataque de zombadores, e explica porque essa esperança ainda não foi realizada. Também garante o cumprimento da promessa da volta do Senhor e ensina que sua expectativa deveria motivar os cristãos ao comportamento piedoso.

    Cristo Revelado

    A divindades de Cristo é evidente na maneira como Deus e Cristo estão aproximados ligados em 1.1-2. Deus reconhece Cristo como seu “Filho” (1.17). O propósito e atividade divinos estão centralizados em Jesus, à medida que sua graça e poder são concedidos aos crentes (1.2-3,8; 2.9,20; 3.18), que devem aguardar por sua volta (1.16) e pela chegada de seu Reino eterno (1.1).
    São as Escrituras que garantem ao crente um destino com Jesus Cristo (1.16-21; 3.1-2).

    O Espírito Santo em Ação

    A única referência direta ao ES está em 1.21, que descreve a obra do Espírito em “inspirar” os autores humanos das Escrituras proféticas, o que, por sua vez, desqualifica qualquer “interpretação privada” . Entretanto, o Espírito está obviamente operando ao fornecer o “poder divino” que torna possível o crescimento na graça e conhecimento de Cristo (1.2-8; 3.18)

    Esboço de 2º Pedro

    I. Saudação 1.1-2
    II. A verdade doutrina contra a falsa 1.3-2.3

    Busca de virtudes morais 1.3-11
    Testamento de Pedro 1.12-15
    Escrituras proféticas contra os falsos mestres 1.16-2.3

    III. Exposição e julgamento dos falsos mestres 2.4-22

    Destruição dos falsos mestres 2.4-10
    Descrição dos falsos mestres 2.10-22

    IV. Advertências contra os traidores do final dos tempos 3.1-18

    Escarnecedores nos últimos dias 3.1-7
    Crentes e o Dia do Senhor 3.8-18


    Fonte: Bíblia Plenitude


     
    9/11/2007

    Filemom, Hebreus e Tiago

     Filemom
    Autor:
    Paulo
    Data: Cerca de 60-61 dC

    Antecedentes

    Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom, um cristão rico e dono de escravos. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v.10), que morava em Colossos, e que a igreja colosense se reunião em sua casa (v.2). Onésimo, um de seus escravos tinha fugido para Roma, aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. 11,18). Em Roma, Onésimo entrou em contato com o preso Paulo, que o levou a Cristo (10).
    Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4.7-9; Fm 12). O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v.22). Amor, confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. 1, 14,21)
    A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. Um escravo era propriedade de seu mestre, e não tinha direitos. De acordo com a lei romana, os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. Às revoltas dos escravos no séc. I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão, ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3.28), e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6.5-9).

    Ocasião e Data
    Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado. Paulo, com delicadeza, mas com urgência, intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5,21)

    Características

    Mesmo sendo a mais curta das epístola de Paulo, Fm é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. Ela revela como Paulo endereçou com educação porém firmeza o assunto central da vida cristã, isto é, o amor através do perdão, em uma situação muito sensível. Apresenta a persuasão de Paulo em ação.

    Conteúdo

    A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes, Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes.
    O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas, e Paulo logo chega a esse tópico. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16). Essa transformação, junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens, é a base de um novo começo.
    Não se trata de um apelo superficial de Paulo, pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19). Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão. Como ele conclui, as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos.

    Cristo Revelado

    Essa epístola aplica poderosamente a mensagem do evangelho. Antes um escravo alienado, Onésimo agora também é um “querido Irmão” em Cristo (v.16). Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu através da graça e amor de Jesus. A oferta de Paulo em pagar uma dúvida que não era sua em nome de um escravo arrependido é um quadro claro da obra do Calvário. A intercessão de Paulo é, além disso, análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome.

    O Espírito Santo em Ação

    Mesmo não mencionando especificamente o ES, foi ativo no ministério de Paulo e na vida da igreja. È o ES que batiza todos os crentes, seja escravo ou livre, no corpo de Cristo (1Co 12.13); e Paulo aplica essa verdade à vida de Filemom e de Onésimo. O amor, fruto do Espírito, é evidente por toda a carta.

    Esboço de Filemom

    I. Saudação 1-3
    II. Ação de graças em relação a Filemom 4-7

    Louvor pessoal 4
    Características dignas de louvor 5-7

    III. Petição de Paulo por Onésimo 8-21

    Um pedido de aceitação 8-16
    Um garantia de reembolso 17.19
    Uma confiança na obediência 20-21

    IV. Preocupações pessoais 22-25

    Esperança de libertação 22
    Saudações 23-24
    Bênção 25


    Fonte: Bíblia Plenitude


    Hebreus
    Autor:
    desconhecido
    Data: Cerca de 70 dC

    Autor

    Hebreus não designa seu autor, e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade. Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina, enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo, como Barnabé ou Apolo, podem ter escrito o livro. A especulação provou-se infrutífera, e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes, no séc. III, que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu.

    Data e Localização

    O conteúdo de Hb indica que foi escrito antes da destruição do Templo em 70 dC (10.11; 13.11). A única evidência em relação ao local em que o livro foi escrito é a saudação enviada pelos “da Itália” (13.24), indicando talvez que o autor estivessem em Roma ou escrevendo para os cristãos de Roma.

    Conteúdo

    Uma palavra importante da epístola é “melhor”, usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1.4; 7.19,22; 8.6; 9.23; 10.34; 11.16,35,40).
    A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno, sacerdotes terrenos, sacrifícios terrenos, um acordo que prometia a prosperidade terrena. Em contraste, Cristo está “à destra da Majestade, nas alturas” (1.3), onde distribui as bênçãos celestes (3.1; 6.4; 8.5; 11.16; 12.22-23).
    Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor. Cristo é o sumo Sacerdote, não segundo a ordem de Aarão, mas sim de Melquisedeque, que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio. Sendo assim, Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo, que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus, e não por herança (5.5-6). Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados, bem como pelos pecados de outras pessoas, Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem, e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles.
    O cap. 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT. Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé, enquanto os vs. 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas, sofrimento e perseguição através da fé. Significativamente, não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos, de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles.

    Cristo Revelado

    Falar de Cristo em Hb é descrever o livro inteiro. Ao tentar manter seus leitores distantes da apostasia, o escritor enfatiza a superioridade de Cristo perante tudo que o aconteceu antes no período do AT. Como nenhum outro livro da Bíblia, Hb salienta a importância e o ministério do Cristo pré-encarnado.

    O Espírito Santo em Ação

    O ministério do ES é visto de diversas maneiras, aplicando-se tanto ao período do AT quanto do NT: Os dons do ES para o ministério (2.4); testemunho à inspiração do AT (3.7; 10.15); descrição da experiência dos crentes (6.4); interpretação da verdade espiritual (9.8); assistência no ministério de Jesus (9.14); insultado pela apostasia (10.29).

    Esboço de Hebreus

    I. A superioridade da pessoa de Jesus 1.1-4.13

    Jesus: Melhor do que os profetas 1.1-3
    Jesus: Melhor do que os anjos 1.4-2.18
    Jesus: Melhor do que Moisés 3.1-19
    Jesus: Melhor do que Josué 4.1-13

    II. A Superioridade do Ministério de Jesus 4.4-10.8

    Jesus: Melhor do que Arão 4.14-5.10
    O Sacerdócio de Melquisedeque, portanto Jesus, melhor do que o de Arão 7.1-8.5
    Jesus é mediador de uma melhor aliança 8.6-10.18

    III. A superioridade da caminhada da fé 10.19-13.35

    Um chamado à segurança total da fé 10.19-11.40
    A persistência da fé 12.1-29
    Admoestações sobre o amor 13.1-17
    Conclusão 13.18-25



    Tiago
    Autor:
    Tiago, irmão de Jesus
    Data: Cerca de 48-62 dC

    Autor

    O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14.

    Data

    O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC.

    Conteúdo

    Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.

    Cristo Revelado

    Começando no primeiro verso e continuando por toda a carta, Tiago reconhece a autoridade de Jesus, referindo-se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O termo é aplicável a todos os cristãos, pois todos os verdadeiros discípulos de Cristo reconhecem sua soberania sobre suas vidas e se comprometem espontaneamente a seus serviço. Cristo é o objeto de nossa fé (2.1), aquele que cujo nome e em cujo poder realizamos nosso ministério (5.14,15), o recompensador de todos aqueles que se mantém firmes em meio a julgamentos (1.12), e aquele que virá, por quem pacientemente esperamos (5.7-9). Tiago identifica Cristo como a “glória” (2.1), referindo-se ao Shekinah, a gloriosa manifestação da presença de Deus em meio a seu povo. Não somente glorioso por si mesmo, ele é a glória divina, a presença de Deus na terra (Lc 2.30-32; Jo 1.14; Hb 1.3).
    De considerável interesse é o paralelo próximo entre o conteúdo dessa carta e a doutrina de Jesus, especialmente o Sermão da Montanha. Embora Tiago não cite exatamente nenhuma declaração de Jesus, há mais reminiscências verbais da doutrina do Senhor nesta carta do que em todo o resto das epístolas combinadas no NT. Essas alusões indicam uma associação próxima entre Tiago e Jesus e evidenciam a forte influência do Senhor na vida do autor.

    O Espírito Santo em Ação

    A carta menciona especificamente o ES somente em 4.5, onde se declara que o Espírito que habita em nós deseja a nossa lealdade completa, não suportando rivalidade.
    A Atividade do ES pode ser vista no ministério aos doentes descritos em 5.14-16. À luz de outra terminologia bíblica que liga unção com o Espírito ( Is 61.1; Lc 4.18; 1Jo 2.20-27), o ungir com o óleo é melhor compreendido como símbolo do ES. Além do mais, no grego, o artigo definido usado com a palavra “fé” em 5.15 particulariza essa fé, sugerindo que Tiago está se referindo à manifestação do dom da fé (1Co 12.9).

    Esboço de Tiago

    I. Saudação 1.1
    II. Religião prática e julgamentos 1.2-18

    Adversidades externas 1.2-12
    Tentações internas 1.13-18

    III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27

    Escutar a Palavra 1.19-20
    Receber a Palavra 1.21
    Obedecer à Palavra 1.22-27

    IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
     Parcialidade negativa 2.1-13
     Compaixão positiva 2.14-26

    V. Religião prática e discurso 3.1-18
    VI. Religião prática é mundanismo 4.1-12
    VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6
     

    VIII. Apelos finais 5.7-11

    Por paciência 5.7-11
    Por um falar puro 5.12
    Por oração 5.13-18
    Por compaixão 5.19-20


    Fonte: Bíblia Plenitude